segunda-feira, 11 de novembro de 2013

MANIFESTO POR UM DCE DE LUTA, DEMOCRÁTICO E INDEPENDENTE DA REITORIA E DOS GOVERNOS!

VAMOS CONSTRUIR UMA CHAPA FIEL A VOZ DAS RUAS E AO PROGRAMA DAS JORNADAS DE JUNHO!

No mês de novembro ocorrerá a eleição para o DCE da UNIRIO, a entidade que representa os estudantes da Universidade. Nós do Vamos à Luta! somos uma juventude indignada com a situação da UNIRIO e atual condução do DCE. Somos oposição à atual gestão e estamos construindo uma chapa alternativa como outros coletivos e vários estudantes independentes, pois entendemos que o DCE pode cumprir um papel protagonista em meio as fortes mobilizações que vivemos desde junho e após as fortes greves de outubro. Apresentamos a você nossas ideias e gostaríamos de ouvir sua opinião. Participe de nossa reunião!

Cadê o bandejão? O prédio já está pronto e mesmo assim o bandejão continua no papel. E reitoria mais uma vez tenta enrolar os estudantes. O bandejão é prometido desde 2004 e foi com muita mobilização que garantimos o início das obras. E agora são necessárias novas mobilizações para garantir que o prédio não se torne um grande elefante branco na Unirio. A galera do curso de História já começou e organizou um ato pela abertura do bandejão no dia em que o DCE (PcdoB/PT) levava o vice-reitor Da Costa para a mesa de abertura de um suposto Congresso estudantil da Unirio. Os estudantes de Biblioteconomia votaram essa pauta em assembleia, que também foi pauta da chapa do Serviço Social. É necessário que mais cursos, CA’s e DA’s, se juntem e toquem um ato unificado pela abertura do bandejão que deve começar a funcionar no inicio do próximo semestre. Defendemos que o bandejão atenda todos os campi, ofereça três refeições diárias, esteja alinhado com a Escola de Nutrição, possua servidores contratados por concurso público e que os estudantes, e não a reitoria, decidam o valor da comida. Decisão que pode ser tomada por meio de uma Assembleia geral de toda comunidade universitária. É possível que o bandejão seja de graça para os estudantes, basta que a reitoria e o governo Dilma aumentem os investimentos em assistência estudantil. Na UFF, apesar das seguidas tentativas da reitoria de aumentar o valor do bandejão, os estudantes sempre garantem com mobilização a manutenção do valor de R$0,70. Aqui na Unirio nossa proposta é tarifa zero no RU! Por mais verbas para a assistência estudantil! Além disso, exigimos um plano de moradia estudantil da UNIRIO para 2014!

Pelo fim do atraso das bolsas! Os estudantes também tem contas a pagar! Todo mês os bolsistas da Unirio já sabem: a bolsa não vai cair no dia certo! Mas em outubro chegou ao cúmulo do valor das bolsas só ser depositado no final do mês. Ou seja, a bolsa de outubro chegou praticamente em novembro. Um absurdo! A reitoria colocava a culpa no MEC e o MEC na reitoria. Reitoria, MEC e governo Dilma se esquecem que os estudantes também tem contas a pagar. E se os salários do reitor e vice-reitor (Jutuca e Da Costa), do Ministro da Educação Aloízio Mercadante e da presidente Dilma atrasassem? Se não acontece com eles, não pode acontecer com os estudantes. Agora em novembro a bolsa atrasou de novo, o que mostra o descaso do governo e reitoria. Por mais verbas públicas para a educação pública! O atraso das bolsas não é um caso isolado da Unirio, mas tem ocorrido em outras Universidades. Não é só um problema das reitorias, mas também do governo federal. Dilma dizia que iria atender as reivindicações por mais verbas para educação pública expressa em milhares de cartazes nas mobilizações de junho. Grande Mentira! O orçamento do governo para 2014 prevê apenas cerca de 3% das verbas para educação (nenhum aumento em relação à esse ano), enquanto um trilhão de reais vai pro bolso dos banqueiros e empresários através do superávit primário e do pagamento da dívida interna e externa. Os estudantes precisam de mais verbas para a educação pública já, e não daqui a 10 anos como é a promessa do governo no PNE que está no congresso! Defendemos o fim do pacto de ajuste fiscal de Dilma, governadores e prefeitos e a suspensão imediata do pagamento dívida interna e externa, realizando auditoria de todos os contratos e destinando esses recursos para a educação e áreas sociais! Queremos o aumento do numero das bolsas e que os valores sejam reajustados anualmente em negociação direita entre a reitoria/MEC e uma comissão dos bolsistas juntamente com o DCE! Que o valor das bolsas não seja inferior ao valor do salário mínimo, nem exista restrições para obtenção das mesmas! Queremos mais verbas para resolver os problemas de infra-estrutura nos prédios e nos cursos! Queremos mais professores concursados!

Não à Ebserh e as privatizações de Dilma! Foi a mobilização massiva que conseguiu barrar a votação da Ebserh esse ano na UFRJ. Aqui na Unirio, junto com técnicos e professores, nós estudantes conseguimos adiar a votação e garantir alguns debates sobre o tema. A Ebserh é a forma que o governo Dilma (PT/PMDB/PcdoB) encontrou de privatizar os Hospitais Universitários (HU’s), tentando esconder que está privatizando. Mas garante a dupla-entrada nos HU’s: pelo SUS e pelos planos de saúde privados. Nessa mesma lógica, o governo Dilma afirma que o leilão do Campo de Libra não é privatização, mas entrega o pré-sal para as multinacionais estrangeiras à preço de banana; e coloca o Exército e Força de Segurança Nacional nas ruas para reprimir os manifestantes como fez em junho quando derrubamos o aumento das passagens de ônibus. Dilma privatiza o petróleo, portos, aeroportos, rodovias, os HU’s, etc. Assim como está sendo possível, com muita mobilização, barrar a Ebserh, acreditamos que é possível também, e necessário, barrar as demais privatizações do governo federal! Porque queremos barrar a Ebserh? Nas ruas em junho, milhares de pessoas reivindicavam mais investimentos públicos na saúde e uma saúde pública “padrão Fifa”. A Ebserh é a contramão disso. Entendemos que os HU’s tem que estar à serviço dos estudantes que tem lá sua prática de ensino, dos servidores que lá trabalham, e dos usuários. Por isso, defendemos um Hospital 100% estatal e administrados pelos trabalhadores da saúde conjuntamente com a comunidade acadêmica e a população usuária! Fim das privatizações e da repressão ordenada por Dilma, Cabral e Paes! Fim dos contratos com a FIFA e empreiteiras destinando esses recursos pra educação, transporte e saúde estatais! Revogação do Leilão de Libra e de todas as privatizações! Por uma Petrobras 100% estatal e sob controle dos trabalhadores! Fim da repressão contra as manifestações! Desmilitarização da PM!

A falsa democracia dos Conselhos Superiores! Assim como foi no caso do Reuni, governo e reitorias propõe que a votação da Ebserh ocorra numa reunião de Conselho Superior da Universidade. Este é um espaço totalmente anti-democrático onde 70% das vagas são destinadas a professores e os pró-reitores – que não eleitos por ninguém – tem voto garantido e que implementa uma eleição para reitor por meio de uma lista tríplice onde quem decide de fato o reitor da UNIRIO é o Ministro da Educação. Um Conselho burocrático que nada faz para resolver os problemas que enfrentamos hoje na Universidade (bolsas, bandejão, etc). Não foi à toa que as Câmaras e Assembléias Legislativas foram atingidas nas manifestações de rua, pois são espaços que não representam a população, que tava na rua questionando a falsa democracia onde poucos privilegiados decidem. Não podemos manter essa estrutura na Unirio. Devemos seguir o exemplo dos estudantes de São Paulo que ocupam a reitoria da USP exigindo democracia. Defendemos a realização de um Congresso estatuinte livre, autônomo, soberano e democrático para rever nosso estatuto e os mecanismos de decisão da UNIRIO. Esse é o fórum legitimo, eleito na base, que poderia gestar um novo conselho da comunidade universitária composto pelas três categorias de forma paritária (com igual peso) garantindo decisões democráticas sobre os rumos da instituição e decidindo o modelo de administração da UNIRIO e dos nossos Centros (CCH, CLA, CCET, CCBS e CCJP). De forma imediata defendemos a composição paritária de todos os Conselhos da UNIRIO e que as próximas eleições para reitor sejam realizadas com base no voto universal (cada pessoa é igual a um voto) desconhecendo a lei dos 70%. Mesmo procedimento que devemos utilizar imediatamente em nossos Centros!

Por um DCE de lutas, democrático e combativo, independente da reitoria e dos governos! Infelizmente, a atual gestão do DCE-Unirio (UJS/PcdoB e Kizomba/PT) esteve muito aquém de organizar essas lutas na Universidade. Não chama os estudantes a organizar uma luta contundente que enfrente e derrote a reitoria e os governos. E isso não é à toa. Parte do atual DCE fez campanha para o atual vice-reitor quando este foi eleito. E queria colocar esse mesmo vice-reitor na mesa de abertura de um Congresso estudantil que não foi discutido com nenhum estudante em lugar nenhum. Eles sustentam o mandato do Jutuca e Da Costa, apesar de uma ou outra crítica parcial que tenham feito a algum Pró-reitor ou Departamento. Estão há dois anos na gestão do DCE e pouco fizeram pelo bandejão ou em relação ao atraso das bolsas. Continuam apostando nas conversas de gabinetes na reitoria, e não chamam os estudantes a se mobilizarem, ocuparem o prédio e só saírem de lá com as pautas de reivindicações atendidas. E não chamam mesmo! Pois o DCE não convocou os Conselhos de CA’s e DA’s (CEB’s) para discutir junto com os cursos como organizar as lutas. Dizem que fizeram CEB, mas ninguém viu as atas ou o que foi discutido e decidido. Só fizeram Conselho de CA’s para organizar novas eleições pro DCE. E com um calendário bastante apertado de apenas cinco dias de campanha no ensino presencial na semana de um feriado. Ou seja, um calendário que só favorece quem já é gestão! Chega de burocracia e autoritarismo!

Junto com a direção majoritária da UNE e Ubes (PcdoB/PT), o DCE-Unirio defende a restrição da meia-entrada em 40% para garantir a volta do monopólio das carteirinhas da UNE. Ou seja, nossa carteirinha de estudantes da Unirio não vai valer para meia-entrada. Uma lei que não garante a diminuição dos ingressos de cinemas, teatros, etc., e só regulamenta a restrição ao nosso direito. Não discutiram isso com nenhum estudante porque só estão interessados no quanto vão lucrar com as carteirinhas.

Não se trata de uma questão pessoal. O grupo que está no nosso DCE é o mesmo grupo que está na direção da UNE há 24 anos e estão vendendo o nosso direito. Fazem parte dos governos Paes, Cabral e Dilma, os governos que reprimiram os manifestantes nas ruas, mataram o Amarildo, bateram nos professores. E, por isso, ninguém viu a UNE ou o DCE-Unirio nos atos pelo “Fora Cabral” ou “Cadê o Amarildo” na Rocinha. A juventude do PcdoB (UJS), que também faz parte do DCE da Unirio, criminalizou, bateu e entregou Black Blocs à PM do Cabral no dia 11/07. Enquanto milhares de pessoas estavam nas ruas questionando os gastos bilionários nas obras da Copa da Mundo e Olimpíadas, o ministro Aldo Rebelo, do PcdoB (aquele mesmo que relatou o código florestal), estava defendendo os “investimentos” nos megaeventos; enquanto o governo Dilma corta verbas da saúde e educação.

É necessário seguir o exemplo das eleições que tem ocorrido nas escolas secundaristas ou em CA's e DA's em que a UJS/PCdoB tem sido derrotada. É necessário seguir o exemplo das lutas anticapitalistas que percorrem o mundo e possuem grande protagonismo da juventude: nas revoluções árabes no Norte da África, na Turquia, os indignados na Espanha, as mobilizações da geração “à rasca” em Portugal, a luta por contra a educação privada no Chile, o Occupy Wall Street e as greves gerais na Grécia e na Europa!

Por isso, convidamos tod@s estudantes que tem acordo com essas pautas, que tenham outras propostas parecidas, que querem transformar o DCE, querem um DCE de lutas, democrático, independente da reitoria e dos governos, a participarem da formação de uma chapa de esquerda nas próximas eleições do DCE-Unirio.


Dia 13/11/2013, às 18 horas, no CCH!

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Cabral tá com Pezão na cova!

Priscila Guedes – Vamos à Luta UNIRIO e Juventude da CST-PSOL

Helicópteros de brinquedo, manifestantes com panos brancos na cabeça - imitando Cabral e Cavendish nas noitadas em Paris -, casamento da Dona Baratinha, projeções de imagens nos prédios, queimas de bonecos de pano que representam o governador Sérgio Cabral, essas tem sido algumas das formas irreverentes aparecidas nos protestos no Rio de Janeiro. A população que assiste as manifestações das janelas de seus trabalhos ou casas e apartamentos já incorporou o piscar de luzes e panelaços em apoio aos manifestantes.
 No Leblon, essa irreverência também esteve presente junto com os mais de dois mil manifestantes em mais um ato na porta do prédio do governador Sérgio Cabral no dia 17/07. Enquanto o ato seguia pelas ruas do bairro, a população que acompanhava desde os prédios e bares aplaudia a manifestação, sendo que próximo dali ocorria mais uma manifestação dos moradores da Rocinha. No final da noite, mais uma vez a repressão de Cabral atuou e a Polícia Militar agiu de forma truculenta e abusiva com gás lacrimogêneo, balas de borracha e jatos d'água. 16 manifestantes foram detidos, dentre eles Rafuko e PH Lima. Repudiamos a repressão de Cabral/Pezão, Beltrame e da PM. 
 Não é toa que durante o protesto se ouvia as palavras de ordem "Fora Cabral" e "Vai cair, vai cair, o governo vai cair" ou “greve geral pra derrubar o Cabral”; o governador enfrenta uma grande crise e cada vez mais as manifestações tem exigido a sua saída. Não adianta dizer que não usará mais o helicóptero para se locomover ao Palácio Guanabara todos os dias, estamos indignados com os escândalos de corrupção, favorecimento de empreiteiras, venda do Maracanã para o Eike Batista etc. Enquanto os empresários amigos de Cabral enriquecem às custas do dinheiro público, a população enfrenta uma saúde, educação e transporte público precários e a repressão nas ruas e nas favelas.  Fora Cabral! Fora Pezão! Fora Beltrame!
 "Dona Baratinha vá de ônibus para o Copacabana Palace"
 No casamento da neta de Jacob Barata, grande empresário de ônibus do Rio de Janeiro (e do Brasil), diversas pessoas se reuniram em frente à Igreja do Carmo no Centro do Rio para reivindicar um transporte público e de qualidade e denunciar o lucro dos empresários de ônibus. De forma irreverente, os manifestantes organizaram um casamento de mentirinha e também protestaram em frente ao Copacabana Palace onde ocorreu a recepção do casamento. Dessa vez, além da ação truculenta da PM, os manifestantes viram os convidados da neta de Barata atirarem notas de vinte reais e, inclusive, um cinzeiro que atingiu um dos manifestantes. 
Conquistamos nas ruas a revogação do aumento da passagem de ônibus (e também trem, metrô e barcas), mas é necessário garantir que a redução saia do lucro dos empresários e abrir a caixa-preta da Fetranspor que financiou a última campanha de Eduardo Paes. Por isso, é importante apoiar direto das ruas a iniciativa do Psol na Câmara dos Vereadores de instalar a CPI dos Transportes, sobretudo que as empresas do setor formam um cartel e o reajuste de 1º de janeiro de 2012 (de R$ 2,50 para R$ 2,75) foi feito burlando a fórmula do edital de concessão do serviço. Devemos nos manter nas ruas, mobilizados, pois é a pressão popular que pode derrotar de Paes, os Reis do ônibus e garantir novas vitórias.
 Seguir mais uma vez o exemplo de Porto Alegre
 Porto Alegre, foi a primeira capital onde se conquistou a revogação do aumento e a redução da passagem de ônibus. Mesmo após essa conquista as mobilizações continuaram nas ruas em apoio às mobilizações que ocorriam no Rio e em São Paulo e também para que as demais pautas de reivindicação fossem atendidas. Na última semana, o Bloco de Lutas - que tem organizado as manifestações em Porto Alegre -, ocupou a Câmara dos Vereadores e conquistou que entre na pauta de votação da Câmara o projeto de passe-livre elaborado pelo próprio Bloco que continuará nas ruas para garantir essa vitória. No Rio devemos exigir imediatamente passe-livre para os universitários, o fim das limitações do passe-livre secundarista enquanto lutamos por Tarifa Zero pra toda população.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

PCdoB, CTB, CGTB e CUT cumpriram o papel da polícia de Cabral!

Motivados pela indignação com o papel criminoso que setores governistas cumpriram no ato do dia 11/07, propusemos na reunião do Fórum de Lutas do Rio de Janeiro uma nota para repudiar e denunciar a ação do PCdoB e de militantes de diversas centrais sindicais que agrediram e delataram manifestantes para a polícia. A versão final do texto foi construída conjuntamente com diversos membros do fórum, coletivos e organizações políticas de esquerda e foi aprovada por aclamação na reunião de 16/07. Segue abaixo:

PCdoB, CTB, CGTB e CUT cumpriram o papel da polícia de Cabral!

Durante a manifestação do dia 11/07 presenciamos cenas criminosas protagonizadas pelos militantes do PCdoB, da CTB, da CGTB e de setores da CUT que desde o início do ato criminalizaram, dos seus carros de som, os manifestantes que utilizavam mascaras, chamando-os de bandidos, vândalos e fascistas.

Quando a truculenta polícia chegou, a mando de Cabral para reprimir os manifestantes, militantes do partido e das centrais citadas entregaram e delataram os blackblocs dentre outros manifestantes que utilizavam máscaras para o braço repressor de Cabral, mostrando que embora estivessem presentes no ato, não estavam ao lado dos manifestantes, mas sim dos governantes: Sérgio Cabral, Paes e Dilma. Presenciamos a perseguição de grupos de homens do PCdoB, portando bandeiras do seu partido e da CTB que agrediram fisicamente manifestantes mascarados.

Repudiamos a ação destes militantes e setores governistas que agiram como infiltrados de Cabral, Pezão e Beltrame, colaborando com a criminalização dos movimentos sociais reforçada pela política de segurança pública do governo do Estado. Nada e nenhuma divergência, seja ela política ou metodológica, justifica que uma organização que se diz de esquerda e uma central que se diz representar os trabalhadores, entreguem manifestantes para a policia!

Abaixo o PCdoB, polícia de Cabral!

Fórum de Lutas do Rio de Janeiro, 16/07

terça-feira, 2 de julho de 2013

O PACTO SÓ BENEFICIA BANQUEIROS, EMPRESÁRIOS E A FIFA!

DERROTAR DILMA, GOVERNADORES E PREFEITOS!

Dilma, governadores e prefeitos lançaram um pacto de 5 pontos que não resolve nada. Tudo para enganar e desmobilizar o povo, que teria que aguardar os debates do Grupo de Trabalho ilegítimo formado pelos governantes que elevam tarifas e reprimem nossa luta, alguns dos quais envolvidos no esquema da DELTA. Rechaçamos esse pacto porque mantém a política neoliberal, corrupta e privatista do PT, PCdoB, PDT, PMDB e PSDB que gera a indignação atual. A voz das ruas não foi ouvida, por isso vamos seguir mobilizados.

1)            A “responsabilidade fiscal” atende aos banqueiros e ao sistema financeiro, mantendo o que está em vigor desde os tempos de FHC e Lula. Proposta elogiada no editorial do jornal O Globo, já que mantém o corte de verbas nas áreas sociais, o arrocho salarial e as privatizações. Desse modo, saúde e educação não vão melhorar. Hoje o governo investe menos de 5% do PIB na educação, mas destina 47% para pagar os juros da dívida pública aos banqueiros. enquanto a saúde recebeu apenas 4,17% do orçamento de 2012, os recursos para juros e amortizações da dívida levaram 43,98%. Nossa proposta é outra: é suspender o pagamento da dívida e destinar esses recursos para as áreas sociais.
2)            A reforma política é enganação, pois tanto a realização do plebiscito quanto a realização da constituinte “especifica” passa pelo congresso nacional do corrupto Renan Calheiros e pela Comissão de Constituição de Justiça presidida por deputados mensaleiros condenados pelo STF. Esse congresso de Feliciano, Maluf, Collor, Sarney, não tem legitimidade. Nós queremos algo diferente: Para fazer uma reviravolta na vida política do país devemos mobilizar para conseguir uma verdadeira assembleia nacional constituinte livre e soberana, com permissão de candidaturas de indivíduos independentes. Só assim debateremos uma mudança na ordem social, política e econômica do país, reorganizando o Brasil a serviço dos trabalhadores e do povo, mudança sem a qual a falsa democracia do poder econômico vai continuar. Assim poderemos impor a revogabilidade dos mandatos, o salários dos parlamentares, o fim do senado, a abertura do sigilo fiscal, bancários e telefônico dos políticos.
3)            Na saúde e educação nada de novo. Velhas propostas questionadas pelos médicos ou pelo movimento estudantil não cooptado pelo planalto. Não há recursos para formar novos médicos nas universidades públicas. Vai seguir a privatização dos Hospitais Universitários e as Organizações Sociais, o que prejudica a residência dos futuros médicos. As escolas e postos de saúde públicos vão continuar sucateados. A proposta de utilização dos recursos do petróleo é outra mentira. Quando a medida foi apresentada no ano passado já vimos que apenas uma parte dos rendimentos dos royalties iria para educação (o que depende de aprovação no congresso). Nós lutamos para cancelar os contratos com a Copa da FIFA e empreiteiras e para que a mesma quantia gasta nesses mega-eventos seja imediatamente aplicada nesses dois setores.
4)            Na mobilidade urbana repetiu-se velhas propostas do PAC e projetos de infra-estrutura para a Copa que não saíram do papel. Mantém-se a lógica de desonerações de imposto aos empresários do transporte que sempre saem lucrando até mesmo quando reduzem a tarifa. Estivemos nas ruas para mudar isso: abrir a caixa-preta dessas empresas, que financiam campanha dos políticos e massacram o povo.


Nossa pauta:
1)            Combater o ajuste fiscal e mudar a política econômica: Suspender o pagamento dos juros aos banqueiros, realizar uma auditória e destinar os recursos para as áreas sociais, sobretudo saúde e educação! Fim do superávit primário!
2)            Dinheiro pra saúde e educação, não pra Copa! Ruptura com a FIFA! Auditoria de todos os contratos com a FIFA e empreiteiras! Fim da privatização da saúde e educação! Que a mesma quantia gasta na Copa e Olimpíadas seja investida imediatamente nos hospitais e escolas públicas!
3)            Fora Feliciano, Fora Renan e Cadeia para os mensaleiros! Plebiscito para decidir a revogabilidade dos mandatos, o salários dos parlamentares, o fim do senado, a abertura do sigilo fiscal, bancários e telefônico dos políticos.
4)            Que a redução da tarifa seja paga pelos empresários, não pelo povo! Auditoria de todas as empresas concessionárias do poder publico! Apoio a iniciativas como a CPI do transporte do Rio! Revogação dos contratos, municipalização do transporte com passe-livre para estudantes e desempregados! Imposto aos grandes empresários e políticos destinando esse recurso ao transporte público e estatal!
5)            Contra a repressão de Dilma, Governadores e Prefeitos! Liberdade aos presos políticos e arquivamento dos processos! Retirada das forças nacionais dos estados!

Direção majoritária da UNE reúne com Renan Calheiros
Não nos representa!!!
A direção majoritária da UNE (PCdoB/PT, mesmo grupo do atual DCE-Unirio) reuniu semana passada com o Renan Calheiros e afirmou que o “Fora Renan” não é pauta da entidade. É importante lembrar que o Renan foi ministro durante os governos Collor e FHC, renunciou durante o mandato de Lula por denúncia de corrupção e hoje faz parte do governo Dilma (PT/PMDB/PCdoB). Mais uma vez, a entidade está na contramão das milhares de pessoas que foram às ruas no país inteiro exigindo o “Fora Renan” e que assinaram petições online através das redes sociais.
Não é à toa que as mobilizações que varreram o país durante o mês de junho e agora entram em julho passam por fora dessa direção majoritária; pois a juventude não confia mais numa direção que prefere estar ao lado de Renan do que ao lado dos estudantes. Que trai a luta das juventudes para defender os governos. Uma direção que há um mês convocava a juventude pra trabalhar de graça pra Fifa como voluntária da Copa porque o Ministro dos Esportes é do seu mesmo grupo político, Aldo Rebelo do PCdoB (o mesmo que relatou o código florestal). Aliás, o ex-presidente da UNE, Orlando Silva, era o Ministro dos Esportes, que caiu por conta dos escândalos de corrupção no ministério. Por isso, essa direção majoritária da UNE quer que essa Copa dê certo e assim como o DCE-Unirio não vê contradição entre os investimentos da Copa e mais dinheiro pra saúde e educação; não estiveram presentes aqui no Rio nos atos contra a privatização do Maracanã e na final da Copa das Confederações.
Nós do coletivo Vamos à Luta e da juventude da CST-Psol, que compomos a oposição de esquerda na Une e somos oposição ao DCE-Unirio, defendemos a auditoria de todos os contratos com a Fifa e as empreiteiras. A direção majoritária da UNE o DCE-Unirio não nos representam!

11 de julho, a CUT tem que convocar GREVE GERAL!

Exigimos das centrais sindicais, fundamentalmente da CUT, a absoluta autonomia do governo e a convocação de uma greve geral para o dia 11 de julho. Os servidores públicos federais votaram uma paralisação nacional para este dia. É importante que os sindicatos organizem assembleias e exijam da CUT e demais centrais que neste dia paremos o país, convertendo o dia 11/07 numa poderosa greve geral, com atos nos estados para derrotar o pacto e toda a política do governo e avançar em nossas reivindicações. Na Unirio, defendemos que os estudantes votem paralisação estudantil nas assembleias de curso e na assembleia geral dos estudantes dia 10/07. 

domingo, 23 de junho de 2013

SEGUIR NAS RUAS! ORGANIZAR O MOVIMENTO POR MEIO DE COMITÊS DE BASE NOS LOCAIS DE ESTUDO, TRABALHO E MORADIA!

EXIGIR DAS CENTRAIS SINDICAIS UMA GREVE GERAL!



 Milhões tomaram as ruas no dia 20 de junho realizando a maior mobilização da nossa história. O governo Dilma, governadores, prefeitos, o parlamento e os partidos tradicionais (PT,PMDB,PSDB) sofreram um golpe gigantesco. Nada será como antes. Mudanças estão acontecendo pela ação direta da mobilização. Nas ruas a rebelião popular questiona a ordem estabelecida de forma espontânea, sem uma direção e sem um programa acabado. Por isso a esquerda revolucionária deve se manter no movimento e propor pautas anti-capitalistas aos que estão nas ruas.


Dilma mente e reprime nossa luta! Abaixo o pacto proposto pelo PT!

Depois de um longo silêncio, Dilma fez um pronunciamento recheado de mentiras como se estivéssemos em época de eleição. Ela não escutou a voz das ruas, pois não anunciou nada que resolva nossos problemas. Manterá os gastos com a Copa da FIFA enquanto estamos nas ruas rechaçando isso. Diz que está investindo em saúde enquanto mantem a privatização dos Hospitais. Faz promessas vazias sobre a educação enquanto as escolas e universidades publicas estão sucateadas. Requentou propostas sobre os transportes enquanto seus prefeitos e governadores destinam mais subsídios aos empresários, retirando recursos das áreas sociais.

A única medida concreta e imediata de Dilma foi enviar a força de segurança nacional para reprimir nossos protestos como se fossemos vândalos. Sendo que as tropas de Dilma já interviram na repressão que ocorreu em Minas Gerais no dia 22/06.

Por fim Dilma propôs um pacto com governadores e prefeitos e uma reunião com movimentos sociais e sindicais para tentar legitimar suas “propostas”. Somos contra esse pacto. Nenhuma direção governista nos representa. Nenhum movimento combativo deve legitimar essa tentativa de desmontar o movimento.


Não há golpe militar em curso! Os atos não são conservadores!

Não se trata de conspiração internacional contra o Brasil. É uma rebelião contra os efeitos da crise econômica, a alta inflação, os gastos bilionários com a Copa da FIFA. Não há um golpe militar em curso. Dilma e o PT, assim como o PCdoB, não são de esquerda, governam para a burguesia e são subservientes ao imperialismo. Políticos e figuras da ditadura, bem como parlamentares reacionários estão com o governo.

A oposição de direita elogiou o pronunciamento de Dilma. Alckmin e Haddad atuam juntos, Dilma apoia o governador de Minas do PSDB. Afif Domingos é vice dos tucanos em SP e Ministro dos Petistas em Brasília.

Logico que há uma disputa no movimento. Os governistas, a oposição de direita, nacionalistas, a mídia, estão disputando o movimento. E todos tem o mesmo objetivo: desmobilizar as massas.

Há também confusões. Milhões despertaram trazendo concepções do senso comum. Essa despolitização foi causada pelo PT ao ter se convertido em instrumento da ordem. Após 10 anos de traições do PT e PCdoB, após um pacto conservador e corrupto com o PMDB é natural a repulsa contra os partidos, sobretudo aqueles que simbolizam o poder. Sentimento insuflado pelos governos e a direita também contra as organizações políticas anti-capitalistas.
Existem ainda pequenos grupos de ultra-direita (ou demais infiltrados), que protagonizam agressões como as que atingiram o PSTU no Rio, cujo objetivo também é o mesmo do governo: barrar a mobilização. Uma ação fascista que repudiamos, expressando nossa solidariedade a esta organização de esquerda.

Por tudo isso, justamente porque há uma batalha em curso, é que a esquerda revolucionária deve seguir nas ruas junto aos manifestantes. O que não podemos fazer e conformar um bloco orgânico com os partidos governistas justamente porque eles estão no bloco dos que querem acabar com o movimento e nos trair.


Propostas pra continuidade do movimento

É possível resolver os problemas que questionamos nas ruas. Há recursos nos orçamentos públicos. Porem hoje os governantes destinam tudo para a FIFA, os empresários e banqueiros. Nos estamos propondo inverter essa lógica e lutar por:

1- Dinheiro pra saúde e educação, não pra Copa! Ruptura com a FIFA! Auditoria de todos os contratos com a FIFA e empreiteiras! Fim da privatização da saúde e educação! Que a mesma quantia gasta na Copa e Olimpíadas seja investida imediatamente nos hospitais e escolas!

2- Que a redução da tarifa seja paga pelos empresários, não pelo povo! Auditoria de todas as empresas concessionárias do poder publico! Apoio a iniciativas como a CPI do transporte do Rio! Revogação dos contratos, municipalização do transporte com passe-livre para estudantes e desempregados! Imposto aos grandes empresários e políticos destinando esse recurso ao transporte público e estatal!

3- Suspender o pagamento dos juros aos banqueiros e destinar os recursos para as áreas sociais!

4- Fora Feliciano! Fora Renan! Cadeia para os mensaleiros!

5- Contra a repressão de Dilma, Governadores e Prefeitos! Liberdade aos presos políticos e arquivamento dos processos!

6- Unificar os que lutam! Por aumento de salários e melhores condições de trabalho! Que os sindicatos, federações e centrais sindicais convoquem uma greve geral!

Para conquistar essas demandas e realizar essas propostas devemos seguir mobilizados e organizar mais o movimento. Para isso é necessário construir comitês de luta nas escolas, universidades, locais de trabalho e moradia para discutir as ações de luta e organizar atividades para elevar a politização.

Necessitamos ainda nacionalizar nossa luta. Para isso seria importante realizar uma reunião conjunta entre o MPL de São Paulo, o Fórum de Lutas do Rio, o Bloco que organizou a luta em Porto Alegre e demais movimentos pelos Estados.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Dia 13 – ato nacional contra o aumento das passagens


Só a luta unificada pode derrotar o reajuste e conseguir transporte de qualidade!
No Rio e em outros estados, a juventude está em luta contra o aumento das passagens e por qualidade nos transportes. O aumento da tarifa faz parte da política do governo Dilma, dos Prefeitos e Governadores (sejam do PMDB, PT ou PSDB) para passar a conta da crise econômica para o nosso bolso. Sergio Cabral e Eduardo Paes, que são financiados pelas empresas do setor, estão reprimindo e criminalizando nossa luta, como se ainda vivêssemos nos tempos sombrios da Ditadura Militar. Por isso pedimos o apoio dos trabalhadores e do povo já que estamos lutando legitimamente por transporte eficiente e público.

Não suportamos mais o caos do transporte no Rio. Superlotação e péssima qualidade nos ônibus, trens, filas enormes no metro e barcas. Transito engarrafado. A ausência de investimento na frota que gera desastres, como no bonde de Santa Teresa. A super-exploração dos rodoviários, com dupla-função e baixos salários, também é absurda.

O interesse privado que controla o transporte é a raiz desses problemas. Possuímos uma das mais caras tarifas do país, mas o serviço continua precário, mostrando que os aumentos só beneficiam a conta bancária dos empresários e dos políticos. Além disso, somos uma das poucas cidades onde não há meia passagem para universitários. O passe livre para os secundaristas é limitado e a proibição de circulação das Vans prejudicou a população de baixa renda. O pior é que Dilma, Cabral e Paes gratificam as empresas com o aumento das tarifas e isenção de impostos! Isso sim é vandalismo e merecia investigação da Polícia Federal!

No caso das empresas de ônibus, o caráter dessa relação ficou evidente na licitação feita em 2010, com fortes indícios de cartel, sem que ninguém fosse preso ou detido numa delegacia. Diante desses fatos seguiremos protestando até derrubar o aumento e até que exista uma discussão democrática sobre o sistema de transporte, já que hoje somos simplesmente ignorados em nossas propostas. Sabemos que o Ministério Público de SP intermediou uma negociação e está propondo a suspensão temporária do aumento na capital paulista, o que também poderia ser feito aqui no Rio.

Unidos para derrubar o aumento!

Para alcançar nossos objetivos necessitamos de apoio. Apelamos aos sindicatos e centrais sindicais, associações, entidades estudantis e democráticas. Apelamos aos trabalhadores grevistas e demais movimento sociais em luta para que possamos unificar nossos protestos. A greve da FAETEC, a paralisação da educação, as greves nos canteiros de obra e estaleiros, a luta dos trabalhadores do transporte tem mais força se estivermos unidos. Recentemente apoiamos os bancários e carteiros e a luta dos petroleiros, agora pedimos o apoio dessas categorias. A luta contra a privatização do maracanã e contra as remoções também é nossa e devemos marchar unificados!

Nos dirigimos também aos trabalhadores militares grevistas que sofrem as perseguições e o arrocho salarial do governo Cabral: apóiem nossa luta, não sigam as ordem do comando-geral, cujas diretrizes de repressão são decretadas por um Ditador que governa lá de Paris. Participem de nossas passeatas, assim como estivemos com vocês, no acampamento da ALERJ, em Copacabana ou na Cinelândia. Como vocês mesmos diziam: juntos somos fortes!

A luta contra o aumento é nacional!
É necessário fazermos como em Porto Alegre e Goiânia, onde a mobilização derrotou o aumento das passagens. E como São Paulo e outras cidades que seguem mobilizadas. É necessário seguir o exemplo da juventude da Turquia que bravamente resiste e luta por seus direitos. Aqui no Rio é fundamental a organização e a mobilização nas ruas. Por isso, convocamos tod@s à fortalecer as manifestação do Fórum de Lutas Contra o Aumento.


Pela nacionalização da luta contra os aumentos!
Nas ruas até a tarifa cair! Por transporte publico de qualidade!
Pelo fim da criminalização e dos processos contra manifestantes!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Indignad@s contra o aumento da passagem!


Quinta-feira vai ser maior!

Hoje no Rio de Janeiro, mais uma vez a juventude indignada ocupou as ruas do centro da cidade contra o aumento abusivo da tarifa de ônibus de 2,75 para 2,95. Esse foi o terceiro ato ocorrido após o aumento e juntou cerca de mil manifestantes levantando cartazes, faixas e palavras de ordem denunciando a política do prefeito Eduardo Paes, do governador Sérgio Cabral e da presidente Dilma (PMDB/PT) de garantir o lucro dos empresários de ônibus, atacando o bolso dos trabalhadores e da juventude. Da caminhada da Cinelândia à Rua Primeiro de Março, diversas pessoas que passavam pelas ruas do Centro se juntavam à manifestação.

Assim como em tantas outras lutas, a política destes governos tem sido a repressão aos movimentos sociais e dessa vez não foi diferente. Com bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta, balas de borracha, armas de choque e cacetetes, a Tropa de Choque da PM reprimiu brutalmente aqueles que estavam nas ruas lutando pelos seus direitos. Inclusive após a dispersão do ato, a PM seguiu perseguindo e prendendo os manifestantes pelas ruas do Rio de Janeiro. A sensação que fica é que ainda não saímos da ditadura. Aproximadamente, quarenta companheiros foram detidos na 5ª e na 4ª Delegacia de Polícia, dentre esses dez menores de idade e quatro companheiros do coletivo Vamos à Luta: Alan Gagno, PH Lima, Celso e Leo. Todos foram sendo liberados após as 22 horas. E foram apreendidas pela PM uma bandeira do Psol e duas Vamos à Luta que não foram devolvidas.

O aumento da tarifa não é uma política isolada das prefeituras. Faz parte da política nacional do governo Dilma de passar a conta da crise econômica para o bolso da juventude e dos trabalhadores, garantindo o lucro dos empresários que pagam sua campanha eleitoral e das prefeituras aliadas. No início do ano, Dilma pediu que Haddad (PT/PCdoB) e Paes adiassem o aumento das tarifas para tentar conter a inflação. Não conseguiu nem segurar a inflação e agora vieram os aumentos. A luta contra o aumento da tarifa já se nacionalizou!

É necessário fazermos como em Porto Alegre e agora em Goiânia, onde a juventude e os trabalhadores nas ruas se mobilizaram e conseguiram derrotar o aumento das passagens. E como São Paulo e outras cidades que seguem mobilizadas. Aqui no Rio de Janeiro também é fundamental a organização desse movimento e a mobilização das pessoas nas ruas para sermos cada vez maiores. Por isso, convocamos tod@s à plenária do Fórum de Lutas contra o aumento da passagem que ocorrerá amanhã (terça-feira), às 18 horas na Uerj. E quinta-feira, dia 13, de novo às ruas no ato nacional contra o aumento! Quinta-feira vai ser maior!!!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Vamos à Luta! Oposição Indignada!

Olá, somos do Coletivo Vamos à Luta e da juventude do Psol e gostaríamos de agradecer os 457 votos na nossa chapa "Vamos à Luta - Oposição Indignada" na eleição que elegeu os delegados da Unirio no próximo Congresso da UNE (Conune)! Obrigada pelos 75% dos votos no CCH e pelos 83% dos votos no CLA.
Agradecemos a confiança política que nos foi depositada e reafirmamos o compromisso de sermos a voz de cada indignad@ da UNIRIO no Conune!
Iremos neste Congresso denunciar essa política do Governo Dilma (PT/PMDB) que já cortou 5 bilhões de reais da Educação em 2 anos, precarizando cada vez mais as Universidades Públicas!Denunciar a direção majoritária da UNE (PCdoB/PT) que não está nas lutas do dia-a-dia contra a precarização do governo e o descaso das reitorias das universidades de todo o país, que trai essa luta porque compõe esses governos!
 Acreditamos que Nada deve parecer impossível de mudar e por isso queremos apresentar para os estudantes no que realmente acreditamos, na mobilização! Queremos trazer o exemplo da juventude de Porto Alegre que com 10 mil jovens nas ruas conseguir barrar o aumento das passagens! Mobilização e enfrentamento aos governos!

Seja também Oposição Indignada no Congresso da UNE e participe do 1º Encontro Nacional do Vamos à Luta!!!
Aproveitamos para convidá-los mais uma vez a participarem do Conune, que acontecerá entre os dias 29 de maio e 2 de junho, em Goiânia. E também a participarem do 1º Encontro Nacional do coletivo Vamos à Luta que ocorrerá durante o Congresso, com a presença do prefeito do Psol de Itaocara, Gelsimar Gonzaga!

E na Unirio, vamos à luta?!!!

"ÔôÔ, Dilma, não vai dar não/ A Ebserh é privatização"
No dia 9 de maio, ocorreu a sessão do Conselho Universitário (Consuni), que havia sido convocada pelo reitor Jutuca para aprovar a entrada da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) no Hospital Universitário da Unirio (HUGG). Esse projeto de Lula e Dilma (PT/PMDB), com o apoio das reitorias, é mais um ataque que o governo federal tenta impor à educação, pois a Ebserh significa na prática a privatização do nosso HU. Mais uma vez, a reitoria da Unirio, de forma antidemocrática, tentou aplicar a política do governo sem discussão ampla na Universidade com estudantes, professores e técnicos-administrativos; como ocorreu com o Reuni, novo ENEM, Rehuf, mudança do Estatuto, etc. Por isso, no dia 09, entenas de estudantes, professores e técnicos organizaram um ato na reitoria, com apoio inclusive de outras Universidades, como dos técnicos-administrativos da UFF (Sintuff) para barra a Ebserh na Unirio e impedir que ocorresse a votação. A mobilização deu certo e adiamos a sessão do Consuni, além de ter sido formada uma comissão para organizar os debates sobre a Ebserh na Unirio.
Acreditamos que os debates são muito importantes, mas sabemos que é necessário organizar na Unirio a luta para barrar a Ebserh. Defendemos que seja organizado um plebiscito na Unirio para que tod@s possam opinar se querem a implementação da Ebserh na nossa Universidade.

Chega de Enrolação! Queremos o nosso bandejão!
Por um bandejão de qualidade e gratuito!!!
Já faz mais de dois anos que o nosso bandejão está atrasado, e nada sabemos sobre quando realmente poderemos comer e qual será o valor da comida! O movimento estudantil se mobilizou muito para que o prédio do bandejão saísse do papel e hoje estamos sem bandejão e sem cantina na Urca, Reitoria, IB e CCJP. A atual direção do DCE (PCdoB/PT) chamou dois atos entre o mês de abril e maio, mas não mobilizou os estudantes, não fez passagens em sala para divulgar os atos que por consequência foram bastante esvaziados. Além disso prefere nos seus atos não ir até a reitoria; não querem se enfrentar com o reitor porque não tem independência política, não à toa fizeram a campanha do vice-reitor que é do PT.
Sabemos que só vamos garantir um bandejão gratuito, como um espaço de formação para os estudantes de Nutrição e atendendo todos os campi com muita mobilização do movimento estudantil. Para isso, devemos ir até a reitoria e cobrar do reitor Jutuca do vice Da Costa,o atendimento das nossas reivindicações. Propomos organizarmos um abaixo-assinado na Unirio para cobrarmos o bandejão. Convocamos todos os indignad@s da Unirio a compor essa luta conosco.

Convidamos você a participar conosco dessas lutas!

Indignado@s, Vamos à luta já!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Eleições CONUNE UNIRIO: Chapa 1 - Vamos à Luta - Oposição Indignada

E aí, Vamos à Luta?!

Olá, nós somos a chapa 1, Vamos à Luta! Oposição Indignada! Esse é um momento muito importante, pois vamos definir quais serão os representantes da Unirio no próximo Congresso da UNE (Conune), que ocorrerá entre os dias 29 de maio e 02 de junho em Goiânia. O Conune é um espaço que reúne estudantes do país inteiro para debater os rumos do movimento estudantil. Infelizmente, hoje, a direção majoritária da UNE (PCdoB/PT) não está mais no dia-a-dia da luta dos estudantes e não nos representa. Por isso, nós construímos a Oposição de Esquerda da UNE e convidamos tod@s estudantes da Unirio a conhecerem nosso programa e votarem na nossa chapa nos dias 07 e 08 de maio para construirmos uma nova direção pro movimento estudantil. Vamos à Luta!

Copa pra quem?

A juventude tem ido às ruas aqui no Rio para protestar contra a privatização do Maracanã e sua entrega de mão beijada pro Eike Batista. Dilma e Cabral atuam juntos para garantir o lucro dos grandes empresários e empreiteiras nas obras da Copa e Olimpíadas, enquanto promovem remoções, reprimem os protestos, como a brutal repressão na Aldeia Maracanã, e cortam verbas das áreas sociais. E com os valores dos ingressos de mil reais pra cima, fica bastante claro para quem essa Copa vai servir.
Se em 2010, a majoritária da UNE (PCdoB/PT) na Unirio (atual DCE), já defendia os "investimentos" da Copa e Olimpíadas, hoje se cala frente à restrição da meia-entrada, já que esse projeto também defende que os estudantes só possam ter esse direito com a carteirinha da UNE. Fazem isso porque fazem parte e defendem os governos Dilma e Cabral que cortam os nossos direitos. Além disso, não sabemos pra onde esse dinheiro que a UNE recebe vai. Esses governos e a Majoritária não nos representam e não vão retirar os nossos direitos.
Nós do Vamos à Luta dizemos não a privatização do Maracanã e a restrição da meia-entrada.

Fora Feliciano!
Fora todos os corruptos e mensaleiros!
A chegada do Marco Feliciano (PSC) na Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal (CDHM) tem gerado diversos protestos no país inteiro. O posicionamento claramente homofóbico, machista e racista do deputado tem provocado a reação de milhares de pessoas que exigem a sua saída. A juventude foi às ruas em diversas cidades pelo “Fora Feliciano” e as declarações de protesto seguem nas redes sociais e nos beijaços de artistas.

Ô Dilma, eu não me engano. O seu governo é Feliciano!
Em nome da governabilidade, o governo Dilma (PT/PMDB) abriu mão da CDHM e permitiu que o PSC assumisse a presidência. A mesma lógica que entregou por anos a presidência do Senado à José Sarney e hoje à Renan Calheiros. E que entrega a presidência da Comissão de Meio Ambiente à Blairo Maggi, responsável por desmatamentos no estado de Mato Grosso; e que permite que José Genoíno e João Paulo Cunha, ambos condenados pelo STF no julgamento do mensalão, façam parte da Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Câmara.

Que saiam Feliciano, Genoíno e João Paulo Cunha
É um desrespeito com a população que o PT continue defendendo os seus mensaleiros e permita que os mesmos façam parte da CCJ que agora aprovou uma emenda que pretende com que o Congresso controle o STF. Ou seja, o Supremo não teria mais poderes para julgar outros mensalões. A majoritária da UNE (PCdoB/PT) ao invés de chamar uma grande mobilização dos estudantes pela saída dos Felicianos, Genoínos e Dirceus, continua apoiando o governo do PT e todos os mensaleiros e corruptos. Nós da chapa 1, Vamos à Luta!, dizemos: é necessário derrotar os Felicianos e os mensaleiros!!!

Seguir o exemplo da juventude de Porto Alegre
É possível derrotar os aumentos e os governos!

A mobilização da juventude de Porto Alegre durante o mês de março mostrou a juventude do país inteiro que exemplo devemos seguir. Pois através das mobilizações nas ruas da capital que foi possível derrotar o aumento da tarifa de ônibus, que baixou de R$ 3,05 para R$ 2,85. Aqui no Rio, após as mobilizações do ano passado, Paes adiou o aumento a pedido de Dilma para tentar barrar a inflação. Mas o prefeito já anunciou que o novo aumento virá em junho. Precisamos seguir o exemplo da juventude de Porto Alegre e ir às ruas derrotar o aumento.

Lula e Dilma privatizam os Hospitais universitários: Abaixo a Ebserh!

No fim de 2010, Lula apresentou um decreto para privatizar os Hospitais universitários (HU’s), e Dilma o elaborou, criando a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que acaba com os concursos públicos na área da saúde e deixa os HU’s nas mãos de empresas. Vamos a Luta defender a saúde pública e denunciar a privatização. Por mais verbas pra saúde e educação, à Ebserh dizemos NÃO!
Na Unirio, a reitoria quer aprovar a Ebserh essa semana, por isso convocamos tod@s estudantes ao ato no Conselho contra a Ebserh: dia 09/05, às 9:30!!!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Serviço Social UNIRIO continua na Luta!


                Por Lívia Prestes, estudante de Serviço Social da UNIRIO 

Nesta última terça-feira (05/02/13) a escola de serviço social esteve em reunião com a reitoria. Estiveram presentes diversos docentes e pela primeira vez conseguimos, por uma pressão do movimento estudantil, marcar uma reunião para as 18h e por isso tivemos uma presença muito maior dos estudantes.
                Infelizmente essa é a única novidade boa. Quem nos recebeu foi o vice-reitor que em uma das suas primeiras falas afirmou que não tinha nada de novo para falar sobre as nossas pautas, que são as mesmas desde 1º de novembro de 2012 (Renovação do contrato dos professores temporários até agosto de 2013 e a posse da professora aprovada em 1º lugar no concurso). Isso deixou claro que a Reitoria da UNIRIO nada faz a respeito de nossa escola.
                Depois dessa vergonha, tivemos mais reunião extensa e que não deu em nada de concreto para as nossas reivindicações!
                Éramos nós, estudantes e professores desafabando e nos indignando com tanto descaso à nossa situação. Deixamos claro que para nós era uma reunião com a reitoria, e não queremos desculpas de quem tem mais ou menos poder nessa gestão, ou quem resolve cada situação. Ficou evidente que as críticas do vice-reitor não passam de uma disputa de poder na reitoria que é meramente burocrática. Ninguém ali foi eleito com uma plataforma que se colocava diretamente em apoio a todas as lutas sindicais e estudantis, contra precarização da Universidade, pra pressionar o governo Dilma por mais verbas públicas pra educação, por mais concursos para professores, etc.         

O Serviço Social precisa continuar na luta, e agora é tudo ou nada!

                Além disso, nós estudantes somos os que podem tocar essa luta, o que temos de concreto até agora é que dia 28/02 os professores serão demitidos e ficaremos somente com 6, que logicamente não tem como tocarem essa luta sozinhos! Somos fundamentais nesse processo e precisamos nos mobilizar! Exigir um ensino de qualidade, professores, salas de aula, nosso prédio, assistência estudantil que garanta nossa permanência nos quatro anos do curso.
                Tivemos praticamente um período inteiro pedindo transferência para a UFRJ. Não podemos deixar que a nossa escola continue nessa precarização que é o que querem a Reitoria e o Governo Dilma! Precisamos lutar pela nossa escola, sabemos que ela já nasce precária dentro de um projeto (REUNI) que não garantiu as mínimas condições que um curso precisa ter para funcionar, mas a solução não pode ser deixar o curso acabar! 

E O CASS?
                O CASS poderia cumprir um papel mobilizador muito importante. Embora alguns estudantes que dele participam se mostrem combativos e indignados em suas falas nas audiências, não vemos na prática, uma posição do CA.
                O CASS deveria mobilizar se manifestar publicamente denunciando o que acontece na nossa escola e porque isso acontece, se articular com o MESS e movimentos de luta chamando para nossa mobilização, denunciar o governo e a reitoria, mobilizar constantemente e de fato os estudantes, chamando reuniões abertas e amplamente divulgadas para fazer valer as vozes dos estudantes no Centro Acadêmico.
                Só iremos conquistar nossas pautas com muita luta, porque o governo Dilma e a Reitoria (que representa muito bem o governo!) já deixaram claro nesses últimos anos para quem governam e não é para nós, estudantes e trabalhadores, a precarização só aumenta e é necessário lutar contra isso, pra conquistar mais concursos pra professores, mais estrutura e mais verba pra educação de qualidade! 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Pré-tese do Vamos à Luta ao Coneb


Apresentação

O Coneb da UNE vai ocorrer em um momento importante das lutas no mundo, que em 2012 foi protagonizada desde a Europa, percorrendo vários países e que culminou na Greve Geral de 14/11 batizada de 14N. Acreditamos que neste ano esse processo continuará e seremos parte dele. No Brasil, fomos parte das lutas e mobilizações estudantis. Estivemos nas assembleias massivas das Universidades Federais em maio que deflagram uma das maiores greves do Brasil, como a assembléia da UFABC com 2 mil estudantes. Em 2 semanas já eram 30 Universidades em greve de professores, estudantes e servidores.
O Coletivo Vamos à Luta foi parte ativa deste processo. Participamos dos atos de rua, dos comandos unificados, marchas à Brasília e também do comando nacional de greve que aprovou que a greve estudantil era dirigida pela base, e que nem a UNE nem outra entidade falava em nome dos estudantes, somente o comando nacional. Enfrentamos o maior inimigo da educação, o governo Dilma, que cortou verbas da educação nos seus dois primeiros anos. Apesar dogoverno não querer negociar, nossa mobilização conquistou 174 milhões de reais de aumento das verbas do PNAES (Plano de Assistência Estudantil). Por isso nosso coletivo é parte da oposição de esquerda a este governo e não nos furtamos em denunciá-lo e responsabiliza-lo pelas mazelas da educação.
Nas eleições, fomos parte da campanha do Psol no país inteiro, e participantes ativos da “Primavera Carioca” que encantou a juventude que foi pra rua na campanha de Marcelo Freixo e agora luta contra o aumento das passagens de ônibus.
Durante a greve, a direção majoritária da UNE (UJS/PCdoB/PT) cumpriu um papel pelego, não respeitando o Comando de Greve Estudantil com delegados eleitos pela base em cada assembléia. Essa direção nada mais é do que o braço direito do governo no movimento. Por isso combatemos esses burocratas do movimento estudantil, construindo a Oposição de Esquerda na UNE, pois defendemos que pela base surja uma nova direção para o movimento estudantil. Este CONEB tem a tarefa de derrotar a política governista desta direção e construir pela base um calendário de lutas nas Universidades que possa colocar os estudantes em mobilização,seja contra o aumento da tarifa, pelo passe livre irrestrito, por mais verbas para educação e contra os sucessivos cortes. Por isso te fazemos um convite a dar essa batalha conosco do Coletivo Vamos à Luta e da juventude do PSOL.

O mundo não para de lutar!
Desde o norte da África e a resistência palestina, passando pela Espanha, Grécia, Portugal, a greve estudantil no Québec e no Brasil, o movimento “Somos 132” no México, na insurreição panamenha, as mobilizações chilenas. Em todos os continentes a juventude indignada se junta aos trabalhadores para enfrentar os altos indicies de desemprego, os cortes de verbas, os planos de ajustes que os governos de todo o mundo, sem exceção, tentam aplicar para cumprir as ordens do FMI, da Troika, do Banco Mundial.
Nada indica que neste ano de 2013 isto parará. Somos a juventude que se mobiliza no mundo, somos todos indignados!

A Primavera Árabe continua
Há mais de uma semana estamos assistindo os trabalhadores e a juventude do Egito ocupando novamente a Praça Tahir. Querem a queda do presidente, pois após meses de ter sido eleito, quer voltar à ditadura assinando um decreto que concedia super poderes ao presidente. No dia 04 de dezembro o presidente Mursi foi obrigado a deixar o Palácio Presidencial por força das manifestações que pediam sua queda. O processo revolucionário, mais conhecido como “Primavera Árabe” não terminou, continua vivo. As ditaduras continuam sendo questionadas e podem cair como na Síria, onde o sanguinário Assad já pediu exílio na América Latina, pois está a beira de cair. Defendemos a Não intervenção imperialista! Todo poder aos Rebeldes Sírios! Viva a revolução Árabe!

Viva a Resistência do povo Palestino!
Condenamos os ataques genocidas de Israel contra o povo palestino, utilizando inclusive de bombas de fósforo branco, pois não há justificativa pra agredir um povo que luta pelo direito a terra.  Israel, que conta com a ajuda dos EUA para tentar dominar a região, conta com o maior aparato bélico (armas) da Região.
São mais de 50 anos de conflito e o povo palestino segue sendo oprimindo, não sendo permitido a entrada de alimentos e medicamentos. Por isso, defendemos o fim do estado sionista de Israel e que exista um único estado laico e democrático, onde palestinos e israelenses, árabes e judeus, possam conviver como conviviam até antes da criação do estado artificial de Israel em 1949, pela ONU, em paz e harmonia. Viva o povo palestino! Somos todos palestinos!

“Reforma” da Previdência foi aprovada com o mensalão!
Cadeia para Genoíno e Investigação de Lula!

 Assistimos recentemente ao julgamento do mensalão. O STF condenou 13 pessoas, dentre elas, os homens de confiança de Lula: José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares. Dirceu, inclusive, com uma pena de 13 anos atrás das grades. A posse agora de Genoíno como deputado federal mostra o descaso e a cara de pau do PT e do governo, continuam defendendo seus mensaleiros! Os crimes de corrupção e compra de votos para a aprovação da Reforma da Previdência de Lula foram desmascarados e geraram novas investigações como a Operação Porto Seguro, onde a Polícia Federal investiga os tráficos de influência ocorridos no gabinete da presidência em SP, envolvendo pessoas nomeadas por Lula para ocupar cargos nas agências reguladoras. Junto com as declarações de Marcos Valério, fica cada vez mais difícil para Lula continuar afirmando que "não sabia de nada". É necessário que o ex-presidente seja investigado para que se apure seu real envolvimento nesses escândalos.
 Para garantir as verbas para corrupção, “Cachoeiras”, grandes empresários e banqueiros, o governo Dilma (PT/PMDB/PCdoB), realizou os maiores cortes de orçamento, cortando verbas das áreas sociais que atingem a juventude e a classe trabalhadora! Só nos últimos 2 anos Dilma já cortou mais de 5 Bilhões de reais da educação, enquanto destina 47% do PIB aos banqueiros! Além disso, segue aplicando a política de privatização do governo FHC, com os leilões do petróleo, a privatização doa aeroportos e o "kit da felicidade" do Eike Batista com a privatização das estradas. Tudo isso prova que o governo PT/PMDB/PCdoB está ao lado dos grandes empresários e não dos trabalhadores.
 É preciso anular a contra-reforma da Previdência que retira direitos dos trabalhadores e foi aprovada com dinheiro da corrupção. Defendemos prisão para corruptos e corruptores, revogação dos mandatos dos envolvidos. É necessário também suspender o pagamento da dívida para só assim inverter prioridades e investir em educação, saúde e melhorar a vida do povo trabalhador. Dinheiro pra educação, não pra Cachoeira, mensaleiros e corruptos!

Não nos representam!
Por uma nova direção pro movimento estudantil
Se 20 anos atrás a juventude estava na rua lutando contra a corrupção no Fora Collor; hoje a direção majoritária da UNE (UJS/PCdoB/PT) está ao lado e defende os mensaleiros do PT, como o José Dirceu. A majoritária da UNE se cala porque faz parte do governo PT/PMDB, recebe milhões do governo federal, e não tem mais independência para tocar a luta dos estudantes.
Por isso, os estudantes organizaram em 2012 a greve estudantil pela base, por fora da majoritária da UNE e rechaçaram essa direção durante a greve, pois não nos representa.
No mundo inteiro a juventude tem lutado contra as direções burocráticas e por isso o PC chileno foi derrotado nas eleições de diversos DCE’s. Aqui no Brasil, na eleição do DCE da PUC-RS a esquerda derrotou a máfia burocrática que estava há 20 anos no DCE fraudando as eleições.
É necessário se inspirar nesses movimentos e, como na greve, construir pela base uma nova direção pro movimento estudantil.

Sem ilusões nos royalties e fundo do pré-sal pra educação!
Contra os cortes de verbas! Por 10% do PIB já em 2013!
Fomos parte em 2012 da maior greve das Universidades nos últimos anos que unificou estudantes, professores e técnicos-administrativos contra a precarização da Universidade, contra a expansão sem qualidade e por mais verbas públicas para educação. Nos últimos 2 anos o governo Dilma cortou 5 bilhões de reais da Educação e vemos que isso se reflete na falta de salas de aulas, bandejões, moradia estudantil, etc. Hoje o governo não investe nem 5% do PIB na educação, mas destina 47% para pagar os juros da dívida pública aos banqueiros.
A direção majoritária da UNE afirma que os 10% do PIB para educação foram conquistas através da destinação de 100% dos royalties e 50% do fundo social do pré-sal. Com isso, enganam os estudantes. Pois não falam que apenas uma parte dos rendimentos dos royalties do pré-sal (1,65%) iria ou não para educação. E que se mesmo todos os atuais poços de petróleo fossem leiloados novamente à iniciativa privada apenas se atingiria um aumento de 0,6% do PIB para educação, insuficiente para atingirmos os 10%.
Não confiamos no governo, nem na direção majoritária da UNE! Só é possível conquistar mais verbas públicas para Educação a partir das lutas, mobilizações e greves como fizemos esse ano para derrotar o governo Dilma e sua política de destinar metade do PIB para o pagamento da dívida pública.

Unir a luta nas pagas contra a farra das mantenedoras e o descaso de Dilma

Na PUC Minas, PUC SP e UNAMA, os estudantes fazem paralisações, ocupam a reitoria e questionam as caras mensalidades, a falta de democracia, as taxas e os inúmeros problemas existentes nestas instituições como falta de bolsas, de estímulo à pesquisa e extensão, e assistência estudantil. Na PUC RS os estudantes derrubaram a máfia que dirigia o DCE, dando o exemplo de que é possível conquistar democracia nas Universidades particulares através de muita unidade, luta e mobilização coletiva. Os estudantes estão dizendo não à crise das Universidades particulares. Os responsáveis por essa situação são as mantenedoras que fazem de tudo para manter seus lucros e o governo Dilma (PT/PMDB/PCdoB) que não tem nenhum tipo de controle sobre o ensino privado.
A direção majoritária da UNE (PCdoB/ PT), que deveria impulsionar a luta dos estudantes contra esses ataques, silencia aos tubarões do ensino e à irresponsabilidade do governo federal. Nós, do Vamos à Luta e da juventude da CST-PSOL, acreditamos que é preciso seguir o exemplo dos estudantes chilenos, expoente da luta estudantil latino-americana, que unificaram as lutas de suas universidades e, com grande apoio dos trabalhadores e povo do Chile, vem reunindo milhares nas ruas contra o modelo de educação mercantil do governo Piñera. Os problemas de todas as universidades são idênticos. Há uma única crise e o mesmo inimigo a ser combatido.

Cotas: uma conquista do movimento negro e estudantil! Não do Governo!
O Governo aprovou a lei de cotas de 50% para todas as universidades, afirmando que isso era um grande avanço em sua popularização. Dilma simplesmente mente. Primeiro, porque quer aparecer com uma “nova lei áurea” negando a dura luta do movimento negro e estudantil. Segundo quer esconder sua política de sucateamento das universidades, que em 2 anos cortou 5 bilhões de verbas, afetando a infra-estrutura e a assistência estudantil. Essa política de Dilma afeta a permanência dos alunos cotistas, que precisam sim de assistência estudantil. Além disso, é importante lembrar que a lei de cotas se trata de uma medida paliativa que não resolve o problema do acesso, além de não criar nenhuma nova vaga nas Universidades públicas.

Fomos parte da luta dos estudantes da UFRGS que ocuparam a reitoria enfrentando o racismo e o preconceito de classe, para consolidar a política de cotas. Por isso, nós do Coletivo Vamos à Luta e da Juventude do PSOL, defendemos sim a política de cotas sociais e raciais nas universidades, como paliativo, mas queremos continuar a luta pelo acesso universal nas universidades públicas, só assim resolveremos o problema do acesso da juventude ao ensino superior.

“Nada causa mais pavor à ordem do que mulheres que sonham e lutam”
                                                                                                                      José Martí


 Em 2012, um grupo russo formado por três mulheres, Pussy Riot, desafiou o presidente Putin com uma canção-protesto na Catedral de Moscou. Assistimos agora em dezembro uma série de protestos na Índia após dois casos de estupro coletivo na capital Nova Déhli. É necessário no mundo inteiro combater o machismo e a violência contra as mulheres; a Marcha das Vadias é parte desse processo.
Aqui no Brasil, a chegada ao poder de uma mulher, a presidente Dilma, não significou avanços para a luta das mulheres universitárias e trabalhadoras. Pelo contrário, os cortes de verbas das áreas sociais (educação, saúde, moradia) do governo atingem mais as mulheres; e nas Universidades, ainda temos que lutar por creches para atender as mães universitárias.
Cada vez mais as mulheres tem sido protagonistas nas lutas, atos e mobilizações que tem acontecido no mundo; seja na primavera árabe, nas greves gerais européias ou na greve das Universidades aqui no Brasil. Estas são as mulheres que nos representam e apontam o caminho de nossa luta.

Dilma: inimiga da Amazônia e dos povos da floresta!
Nunca antes na história desse país a natureza foi tão devastada. O governo Dilma constrói na marra Belo Monte, desrespeitando os povos do Xingu, superexplorando e até prendendo os operários que realizam greve por melhores condições de trabalho. O governo federal também aprova o novo código florestal que anistia desmatadores e legaliza a violência no campo. Por outro lado, a os povos indígenas sofrem com o descaso do governo, como o caso dos Guaranis-Kaiowás, que depois de muita mobilização conseguiram a demarcação de suas terras. A exploração desordenada e os altos lucros das multinacionais com nossos recursos naturais são parte dos compromissos de Dilma com desmatadores, a exemplo de Kátia Abreu (ex-DEM), líder da bancada ruralista, que passou de mala e cuia para a base governista.     


Enade: nota ZERO!
A lógica dos governos Lula/Dilma (PT/PMDB) de avaliar e rankear as Universidades através do Enade mais uma vez se mostra equivocada! Agora o MEC divulga a lista de cursos mal-avaliados com intuito de cancelar vestibulares e interferir em sua autonomia. Os estudantes boicotam o Enade porque não acreditam num método de avaliação que ignora as regionalidades e não avalia as condições dos estudantes se manterem nas Universidades – cada vez mais precarizadas pela expansão sem qualidade do governo, que não garante salas de aulas, professores, assistência estudantil, etc. De forma mercadológica, o governo beneficia as melhores e pune as que tiveram as piores notas; servindo para que as Particulares possam se auto-propagandear e para justificar cortes de verbas nas Públicas. O Enade não passa de mais uma ferramenta inclusa no plano de metas imposto pelo FMI à educação brasileira. E, infelizmente, mais uma vez a direção majoritária da UNE (UJS/PCdoB/PT) se cala diante da postura do governo.
Os estudantes, professores e técnicos-administrativos também avaliaram o governo Dilma e, por isso, protagonizaram em 2012 a maior greve dos últimos anos das Universidades.
Estamos ao lado dos estudantes e contra a tentativa do governo de intervenção nas Universidades Públicas. Exigimos uma avaliação de verdade das Universidades e mais verbas públicas para educação. 


LGBTT: Vamos à Luta combater a opressão!
Temos assistido diariamente casos de violência contra gays, lésbicas, travestis e transexuais. O Brasil encontra-se em primeiro lugar no ranking mundial de assassinatos homofóbicos, concentrando 44% do total de execuções de todo o mundo, segundo dados do Grupo Gay da Bahia (GGB).Entre os anos de 2010 e 2012, mais de 800 homossexuais e transexuais foram assassinados no Brasil. Mortos por diferença de orientação sexual, nada mais do que isso.
Neste ano o ex-militante da ENECOS e da causa LGBTT, Lucas Fortuna, foi assassinado covardemente a pauladas em Recife. Quantos mais terão que morrer para que a homofobia vire crime?
O governo Dilma tem se curvado à bancada religiosa, não aprovando o PLC 122 e alterando diversas emendas, apenas para agradar a ala mais conservadora da burguesia nacional! O combate à homofobia e à todas outras formas de opressões na sociedade capitalista é algo diário e cotidiano. Nós do coletivo Vamos à Luta defendemos a aprovação do PLC 122, que criminaliza a homofobia e a criação de políticas públicas voltadas para o público LGBTT!

Juventude Vamos à Luta